Ao ver-se como Doroteia contra a sua vontade
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«Moralmente sofria um verdadeiro martírio, mas procurei sempre que externamente ele não transparecesse, principalmente nas minhas cartas, dizia que era feliz, e a minha única felicidade consistia em sofrer por Amor de Nosso Senhor, e pela minha querida Mãe do Céu, pela conversão dos pecadores, pela Santa Igreja, pelo Santo Padre e [pelos] Sacerdotes. Mas, ó meu Bem Amado, para que me dás Iu a aspiração por uma vida mais recolhida, mais a sós contigo? Será só para pedir-me esse sacrifício, essa renúncia? Tinha eu que passar por isto como Iu pela agonia do Getsemani? Como Tu, direi também: Pai, se é possível, afasta de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, mas o que Tu queres! Ó Jesus é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria! Sim, porque desde que Te vi, nunca mais deixei de olhar para a Luz da Tua face contemplando num espelho imenso a fita da Humanidade que passa na Sua frente. Nada lhe escapa a essa Luz incriada que tudo penetra e absorve em Si, onde tudo reflete como sombras que passam focadas no Ser Infinito do Eterno.
Amo-Te meu Jesus. Ave-Maria! Que felizes, considero eu, as almas que, recebendo do Senhor graças insignes, conseguem passar a vida guardando-as em silêncio no segredo do seu coração! Mas cada alma tem de seguir o caminho que Deus lhe traçou: Não fostes Vós que me escolhestes, fui eu que Vos escolhi a Vos. E diz nos S. Paulo: a uns escolheu para Apóstolos, a outros para Profetas, Doutores etc, cada um tem de seguir o caminho que Deus lhe traçou»».